Vale do Loire – Castelo de Chambord

O Vale do Loire é, sem sombra de dúvida, o resumo de tudo o que representa a França para o mundo, a sofisticação e elegância dos seus castelos, a língua francesa, os queijos e os vinhos, o deslumbre da art décor, a jardinagem perfeita dos jardins dos castelos, enfim… tudo que representa a cultura francesa na história da humanidade. Não é a toa que essa região é considerada berço da língua francesa, e o jardim da França. A UNESCO considerou a região patrimônio da humanidade no ano 2000, em toda região que compreende a região central vale do rio Loire, entre Maine e Sulli-Sur-Loire.

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O vale do Loire, devido a proximidade com o rio Loire, a fertilidade de suas terras que eram propícias ao cultivo de uvas, ao mesmo tempo que permitia uma certa distância da capital Paris, permitiu que os reis e a nobreza construíssem seus castelos, sem preocupações com o não esbanjamento das riquezas, já que estavam emergindo os tempos da revolução francesa, que mandou muitos reis e nobres para a guilhotina. A região possui castelos que datam desde os séculos IX, até castelos mais recentes do século XIX. A região conta com mais de mil castelos para visitar. Porém, sabemos que perfazer todos esses castelos é impossível, e existe uma grande parte desses castelos que não são abertos a visitação, por se tratar de propriedade privada. DSC_0681

Elencamos alguns castelos que consideramos como essenciais. Em post prévio já escrevemos sobre as dicas de lugar para se hospedar https://rafaegabipelomundo.co/2015/07/31/onde-ficar-no-vale-do-loire-domaine-des-hauts-de-loire/. Em nossa concepção essa viagem é melhor aproveitada com um carro alugado, percorrendo os castelos de carro. As estradas são boas, e com um bom GPS chega-se a qualquer lugar. Não existe malha ferroviária que interligue um castelo ao outro, e viagens com pacotes diários que partem de Paris, principalmente, são muito rápidas e fugazes. Esse post dedicaremos ao Castelo de Chambord.

Castelo de Chambord

O castelo de Chambord, ou Château de Chambord, é considerado o maior castelo do Vale do Loire. É um castelo renascentista francês que combina as formas medievais francesas com o estilo clássico italiano. Foi concebido nos anos de 1519-1547, pelo arquiteto Domenico da Cortona, inicialmente para ser o pavilhão de caça do rei Francisco I.

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Há muito se admite que Leonardo da Vinci tenha participado do projeto da construção desse castelo, convidado ele que foi pelo rei Francisco I a morar na França, no Chateau Clos Lucé, vizinho do Chateau de Amboise, residência do rei. Da Vinci havia sido condenado em Milão no final do século XV, acusado de sodomia, perdendo então a proteção da corte milanesa, foi gentilmente convidado a morar na França, sob a proteção do rei Francisco I, para onde partiu levando suas principais obras, dentre elas a Monalisa.DSC_0741

O maciço do palácio é composto por quatro imensas torres baluartes nos cantos. O palácio contém 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. As abóbadas do Castelo de Chambord contrastam com as demais estruturas e têm sido comparados frequentemente com a silhueta de uma cidade: mostram onze tipos de torres e três tipos de chaminés, sem simetria, enquadrados nas esquinas pelas torres maciças. O desenho tem paralelo com o Norte da Itália e as obras de Da Vinci DSC_0730

A estrutura mais impressionante do Castelo é a espetacular escadaria aberta em dupla-hélice, que é a peça central do palácio. As duas hélices ascendem aos três pisos sem nunca se encontrarem, iluminadas de cima por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício. Isso permitia que as pessoas não se encontrassem durante as festas do Castelo, garantindo a privacidade dos convidados. Segundo as histórias, essa escada foi projetada pelo gênio fiorentino, Leonardo Da Vinci.

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Interessante notar o teto do castelo, que apresenta o formato de uma salamandra. A salamandra era o símbolo da casa do rei Francisco I.

O castelo também foi morada do rei Luís XIV, que restaurou o castelo após 80 anos de abandono desde a morte do rei Francisco I. Também pertenceu ao rei Luís XV, teve suas mobílias e papéis de parede queimados durante a revolução francesa, sendo depois comprado pelo Conde Chambord, que foi o responsável pela restauração do Château até o início da guerra franco-prussiana, quando o castelo foi utilizado como hospital de Campanha. Em 1939, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, algumas coleções de arte do museus do Louvre (incluindo a Monalisa e a Vênus de Milo) foram guardadas no Château de Chambord.

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O pavilhão de caça do Castelo conta com inúmeros souvenirs de caça dos reis e nobres franceses

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O castelo de Chambord é um dos mais impressionantes do Vale do Loire. Para obter mais informações a respeito dos horários de visita e sobre o castelo visite o site oficial: https://www.chambord.org/en/.

Carpe Diem!!!

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