Paris e seus Museus

Paris abriga grande parte dos museus mais importantes do mundo. Então estar na capital da França é um convite para visitar um pouco dessas preciosidades da arte mundial, e também da história das civilizações desde a antiguidade até os dias atuais. Então vamos a uma breve síntese dos principais museus para visitar na capital Parisiense.

Museé du Louvre

Esse museu é um dos mais famosos e importantes museus do mundo. Seu prédio existe desde 1190, funcionava como Fortaleza medieval do rei Filipe Augusto contra as invasões germânicas e dos povos vikings. Depois funcionou como palácio real até meados do século XV, quando os reis franceses se mudaram para o Palácio de Versalhes. Já foi um templo maçônico durante o iluminismo e a revolução francesa. A história do seu acervo de arte existe desde o século XVI.

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A misteriosa pirâmide do Louvre, construída em 1989, pelo arquiteto I.M. Pei, é a entrada principal do museu, realizada no governo de François Miterrand. Existem lendas urbanas de que os painéis de vidro na Pirâmide do Louvre, tem exatamente o número 666, o famigerado número da Besta.  Vários entusiastas históricos têm especulado com o propósito desta lenda. Por exemplo, o livro de Dominique Stezepfandt, François Mitterrand, Grand Architecte de l’Univers (François Miterrand, Grande Arquitecto do Universo), declara que “a pirâmide é dedicada a uma força descrita como a Besta no Livro do Apocalipse (…) Toda a estrutura é baseada no número 6.”Segundo alguns, o próprio François Miterrand estaria enterrado sob a pirâmide invertida, que fica no interior do Louvre.

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Uma visita ao Louvre é algo que deve ser estudada antes a fim de se aproveitar ao máximo o seu acervo. Não dá para ver todo o museu em um único dia! Além de se tornar um passeio maçante e pouco proveitoso. O ideal é já escolher de antemão as principais obras que devem ser vistas, bem como já ter um mapa aonde estão localizadas essas obras para não se perder dentro do museu. Afinal, são cinco andares e 3 pavilhões gigantes de exposições: O Richelieu, o Sully e o Denon. Sugiro baixar a planta do Louvre no site: http://www.louvre.fr/sites/default/files/medias/medias_fichiers/fichiers/pdf/louvre-mapa-informacao.pdf

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A Monalisa não pode faltar!! A célebre obra de Da Vinci encontra-se no primeiro andar no Pavilhão Denon. Ao chegar no Pavilhão vai ser fácil de encontrá-la! É só seguir a Multidão:

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Aí o segredo é dar uma voltinha e esperar os grupos se dissiparem para poder pegá-la de frente!!

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Imperdível também admirar a Vênus de Milo, encontrada na Ilha de Milos na Grécia em 1820, uma escultura helenística do século 2 a.C., demonstrando o ideal de beleza feminina da época. Encontra-se no térreo no Pavilhão Sully.

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A coleção egípcia encontra-se no térreo, no pavilhão Sully. Pode-se apreciar o Livro dos Mortos, uma série de hieróglifos sobre como os egípcios viam a vida após a morte, e as travessias que a alma deveria enfrentar para encontrar a paz. Há uma cripta especial dedicada ao Deus Osíris, com vários sarcófagos enormes e grande número de animais mumificados.

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A coleção Assíria fica no térreo, nos pavilhões Richelieu e Sully, imperdível visitar os Touros Alados que ornavam o palácio do rei assírio Sargão II (722-705a.C). A arte persa é detalhadamente descrita nesse pavilhão.

Logo na entrada do saguão principal, próximo ao pátio de Marly existe uma exposição de várias estátuas greco-romanas, incluindo os Cavalos de Marly, estátuas de cavalos selvagens de Guillaume Coustou, que adornavam a praça da Concórdia no século XIX.

Outra famosa escultura grega do Louvre é a Vitória Alada da Samocrácia, escultura do século 2 a.C, que se encontrava na ilha de Rodes, ao pé da Acrópole de Lindos. Atualmente encontra-se no primeiro andar, na escadaria Daru, que dá acesso ao pavilhão Sully.

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 A coleção de pinturas europeias é outra preciosidade do Louvre. Presente no primeiro andar, ocupando todo o pavilhão Denon e também todo o segundo andar do Louvre. Destaque para A Rendeira do pintor holandês Vermeer, que se encontra no segundo andar, no pavilhão Richelieu.

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A mística Madona on the Rocks de Da vinci encontra-se no Primeiro Andar, no pavilhão Denon.

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Há um excelente acervo do pintor francês Eugéne Delacroix no segundo andar, no pavilhão Sully.

Nos subsolos do Louvre pode-se visitar os fossos medievais, que funcionavam com base das torre gêmeas e o apoio da ponte levadiça da fortaleza de Filipe Augusto, nos séculos XI e XII.

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O Louvre é um dos museus mais importantes do mundo. Além de ser um prédio clássico da cidade de Paris. A visita é indispensável. Para chegar: metrô Palais Royal e Musée du Louvre. Mais informações, inclusive para compra antecipada de ingressos no site www.louvre.fr

Musée d’Orsay

Museu aberto em 1986, 47 anos após o fechamento da estação ferroviária d’Orsay. Seu prédio é uma beleza arquitetônica projetada por Victor Laloux no fim do século XIX. Esse museu abriga coleções da pintura francesa e pintores europeus do período de 1848 e 1914.

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Os impressionistas são bem representados com pinturas de Manet, Monet, Renoir e Gauguin. Destaque para o quadro Almoço na Relva (1863) de Manet.

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Há esculturas espalhadas por todo o museu. Há muitas obras do escultor Rodin, com destaque para As Portas do Inferno. Essa obra é uma representação do Inferno de Dante, e conta com representações de famosas esculturas do próprio Rodin, como O Pensador e o Beijo.

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Outro destaque é a escultura do artista Carpeaux, A Dança (1867), que causou escândalo na sociedade parisiense do século XIX.

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O museu d’Orsay é um dos nossos preferidos de Paris. Não tem a imensidão de um Louvre, então o espaço é mais aconchegante, tornando a visita mais didática e mais proveitosa. Além da beleza do interior dessa antiga estação ferroviária.

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Também há que se destacar as obras de Van Gogh, que se fazem presentes na exposição sobre artistas europeus do século XIX.

O museu encontra-se próximo ao metrô Musée d’Orsay. Para saber mais informações e compra de ingressos antecipados basta acessar o site www.musee-orsay.fr.

Musée Rodin

Auguste Rodin é considerado o maior escultor francês do século XIX, viveu e trabalhou no Hôtel Biron de 1908 até 1917, a ano de sua morte. Como forma de pagar o apartamento e estúdio pertencentes ao Estado, Rodin doou toda sua obra a França, que agora se transformou em um museu.

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Esse museu impressiona pela beleza das esculturas de Rodin. Também há obras da pupila e amante Camille Claudel, cujo fim foi em um sanatório psiquiátrico acometida por esquizofrenia. Claudel e Rodin viveram um conturbado romance, e por fim Camille acusou Rodin de plagiar suas obras e esculturas, levando ao rompimento dos dois e a grave esquizofrenia a levou para um fim trágico.

O museu conta com obras nos jardins, e no interior do elegante Hôtel Biron estão importantes esculturas como O Beijo (1886).

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Visitamos os Jardins do Museu no inverno, mas deve ser fantástico visitá-lo durante a primavera.

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O museu fica próximo a estação de metrô Varenne. Para saber mais acesse o site www.musee-rodin.fr.

Existem ainda uma infinidade de museus importantes em Paris. O objetivo deste post não é esgotar o assunto, mas abrir o apetite para visitar essa cidade, cuja importância cultural e artística é sobremaneira infinita para a humanidade.

Carpe Diem!!!!

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