Paris – La Vie En Rose

Caminhar pelas ruas de Paris é como reviver a Canção “La Vie en Rose” de Edith Piaf. Na cidade luz a vida é sempre cor de rosa, um delicado poema de amor, uma elegia a cidade mais romântica do mundo.

vcm_s_kf_repr_832x624

1 – Invalides e Torre Eiffel

A região de Invalides compreende os prédios do século XVIII que compõem a École Militaire, o Parc do Champs de Mars e se estende até a região da Torre Eiffel e parte do rio Sena. É uma das áreas mais aristocráticas de Paris, com mansões e embaixadas espalhadas por toda região.

vcm_s_kf_repr_832x624Hôtel des Invalides

Fundado pelo rei Luís XIV, este foi o primeiro hospital militar e casa de repouso para soldados veteranos e incapacitados por ferimentos de guerra. Os veteranos e inválidos de guerra antes da construção desse hospital eram fadados a cair na marginalidade e na mendicância pelas ruas de Paris.

vcm_s_kf_repr_832x624

O complexo abriga o musée de l’Armée, um museu que conta a história militar da França e do mundo, desde a Idade da Pedra até os últimos dias da segunda guerra mundial. Nesse museu encontra-se uma coleção de armaduras muito abrangente, uma das maiores e mais completas do mundo. O museu conta também a história do General Charles de Gaulle e suas ações durante a segunda guerra mundial. Aberto diariamente das 10-18hs. Metrô: estação La tour-Maubourg; Varenne

Dôme

A suntuosa Dôme se projeta sobre a cidade de Paris, com sua abóbada dourada, facilmente reconhecível em diversos pontos da cidade. Foi projetada por Jules-Hardouin-Mansart em 1676 a mando do rei Luís XIV. O intuito da construção desse suntuoso edifício era servir de túmulo para os imperadores e reis franceses.

vcm_s_kf_repr_832x624

Após a morte do rei, o plano de utilizar a Dôme como túmulo para os reis franceses foi abandonado, e o local passou a ser uma homenagem a dinastia dos Bourbons. Em 1840, Luís Filipe transferiu os restos mortais de Napoleão Bonaparte para cripta da capela. Estão enterrados ali também o engenheiro militar Vauban e o marechal Foch.

O sonho de Napoleão se concretizou, de que mesmo morto, as pessoas se curvariam a sua presença. E realmente é necessário curvar-se para admirar o seu túmulo. Seu corpo foi trazido da ilha de Santa Helena em 1861, e colocado em 6 caixões, antes de ser colocado nessa grandiosa urna funerária.

vcm_s_kf_repr_832x624

O teto da Dôme possui uma pintura circular de Charles de La Fosse (1692), na parte interna da cúpula, simbolizando A Glória do Paraíso, com São Luís apresentando sua espada a Cristo.

vcm_s_kf_repr_832x624

Aberta diariamente das 10hs-17hs. Metrô: estações Varenne, La Tour Maubourg.

Torre Eiffel

Aquela que é considerada o símbolo de Paris foi construída em 1889, para a exposição universal, projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel. A torre foi extremamente criticada pelos parisienses do século XIX, que a consideravam uma afronta estética a cidade povoada por Art Nouveau. Foi considerada a edificação mais alta do mundo até 1931, perdendo seu posto para o Empire State Building em Nova York.

DSC_0860

A torre possui 324 metros de altura e pesa 10.100 toneladas. A visita a torre é imprescindível. As vistas lá de cima são impressionantes. Os elevadores possuem um mecanismo hidráulico que funciona desde 1900, mas para os mais corajosos, pode-se subir a pé os quase 1665 degraus.

vcm_s_kf_repr_832x624 vcm_s_kf_repr_832x624

A Torre Eiffel foi palco de peripécias do começo do século XX, como a de um jornalista que a desceu de bicicleta. Além disso, Santos Dummont, em 1901, de a volta na torre com um dirigível. O segundo andar da torre Eiffel abriga o Le Restaurante Jules Verne, do famoso chef francês Alain Ducassé. Conta com uma estrela Michelin, é necessário fazer reserva antes.

vcm_s_kf_repr_624x832

Aberta diariamente das 9:30hs as 23:45hs. Metrô: Bir Hakeim. Pode-se adquirir os tíquetes para subir a torre pelo site http://www.tour-eiffel.com. Comprando com antecedência pode-se poupar das longas filas para comprar os bilhetes.

2 – Luxembourg

Esse distrito conta com o belíssimo Jardim de Luxemburgo, sendo um dos locais mais arborizados e elegantes de Paris. Abriga a famosa igreja de St Sulpice, tão explorada no livro o Código da Vinci, será tema de post específico sobre as igrejas de Paris. O Jardim de Luxemburgo já vale a visita com seus enormes Jardins e aconchegantes passeios.

vcm_s_kf_repr_832x624

Jardin du Luxembourg

Um parque de cerca de 25 hectares, localizado na rive gauche do Sena, é um dos parques mais visitados por parisienses. O Jardim foi desenhado em torno do Palácio de Luxemburgo, possui um lado octogonal, povoado por barquinhos em miniaturas comandados por controles.

vcm_s_kf_repr_832x624

Existem várias estátuas de reis e rainhas franceses espalhados por todo o parque. Além disso, há uma estátua da Santa Geneviéve, a santa padroeira de Paris. Essa santa era uma rica proprietária de terras na França galo-romana no século V. Quando Paris foi invadida pelos hunos em 451, Geneviéve rezou fervorosamente para que a cidade fosse poupada da invasão huna. Suas preces foram atendidas, ela foi santificada e nomeada Santa Padroeira de Paris.

1839 vcm_s_kf_repr_832x624

O parque é aberto diariamente até escurecer. Metrô: Odéon.

Palais du Luxembourg

Esse palácio foi projetado por Salomon de Brosse, quase que como uma cópia do palácio Pitti de Florença, para Maria de Médicis recordar de sua cidade natal quando estivesse em Paris. O palácio foi usado como residência real até meados da revolução francesa, transformando-se em uma prisão após esse fabuloso evento. Hoje funciona como sede do senado francês.

vcm_s_kf_repr_832x624

Durante a segunda guerra mundial e invasão alemã, o palácio foi usado como quartel-general da Luftwaffe, com abrigos antiaéreos construídos sob os jardins. Além de sede do senado francês, também conta com um museu, com galerias de arte em seu interior, com exposições de pintura impressionista francesa.

vcm_s_kf_repr_832x624O palácio abre um sábado por mês. O museu é aberto diariamente e conta com obras de Leonardo da Vinci, Rembrandt e Van Dyck. Metrô: Odéon e St. Sulpice.

3 – Montmartre

O bairro de Montmartre faz parte da vida boêmia de Paris desde meados do século XIX, tendo sido habitado por artistas, pintores, músicos e escritores. É palco da famosa boate Moulin Rouge e da igreja Sacré-Coeur. A origem de seu nome (“monte dos mártires”) deve-se as inúmeros mártires cristãos que foram mortos e torturados em suas colinas, por volta do ano 250 d.C. Entre esses, Saint Denis, que foi decapitado e, segundo o folclore local, levantou-se e caminhou segurando sua cabeça e pregando um sermão até uma capela, que atualmente é a basílica de Saint Denis. Foi consagrado a São Dionísio, e tornou-se na Idade Média, local de peregrinação. Foi durante muito tempo considerada uma área de degradação, devido a presença de cabarés, bordéis e “gatunos”.vcm_s_kf_repr_832x624

Place du Tertre

Essa é a área principal de Montmartre, essa praça é um dos locais mais visitados em Paris. Ali existem vários pintores com seus cavaletes ao redor da praça. Essa praça faz parte dos típicos quadros de Paris. Como fomos no inverno em um dia chuvoso não pudemos fazer belas fotos dos pintores.

vcm_s_kf_repr_832x624

Comemos um típico crepe francês no no Café “La Mére Catherine”. Fundado em 1793 é considerado o primeiro Bistrô parisiense. A origem da palavra bistrô vem do russo, e significa rápido. Reza a lenda que durante a invasão russa em Paris por volta do século XIX, depois de Napoleão não conseguir invadir a Rússia, os  eslavos deram o troco e invadiram Paris. Os soldados russos sentavam-se nas tabernas e pediam cerveja e cafés, “Bistrô”, ou seja rapidamente.

vcm_s_kf_repr_832x624 vcm_s_kf_repr_832x624

A melhor forma de chegar ao bairro montmartre é de metrô. Estação: Abbesses. A basílica de Sacre-Coeur será esmiuçada em post próprio sobre as igrejas de Paris.

Moulin Rouge

Inaugurado em 1885, essa boate é uma das mais emblemáticas de Paris, sendo até tema de filme. O Can-can sempre será associado a essa casa, embora tenha sido inventado nas casas de polca da Rue de La Grande-Chaumiére. Os cartazes de Toulosse-Lautrec imortalizaram a dança animada e colorida com a casa de espetáculo Moulin-Rouge.

Lautrec_moulin_rouge,_la_goulue_(poster)_1891

O Moulin-Rouge é aberto diariamente e conta com espetáculo noturnos. O espetáculo custo em torno de 190-200 euros por pessoa jantar com exibição do Show. O site para compra de ingressos é http://www.moulinrouge.fr. Metrô: Blanche.

4 – Quartier Latin

Esse bairro é o coração das universidades de Paris. A prestigiada Universidade de La Sorbonne encontra-se nesse bairro, juntamente com casas de Jazz, livrarias e liceus. O bairro fica localizado entre as margens do Rio Sena e o Jardin du Luxembourg. A espinha dorsal do bairro é o boulevard St-Michel, com lojas de souvenires, estreitas ruas de pedra, que caracterizam os 800 anos de vida desse distrido.

vcm_s_kf_repr_832x624

Boulevard St. Michel

Construído em 1869 é famoso por seus diverso cafés literários. Também abriga uma das mais conceituadas faculdades de Engenharia da França, a École Nationale Supérieure des Mines. No Place St-Michel existem várias placas de mármore homenageando os diversos estudantes mortos na luta contra os nazistas em 1944.

vcm_s_kf_repr_832x624

Como chegar: Metrô: St.Michel, Cluny-La Sorbonne.

La Sorbonne

Sede da Universidade de Paris, foi fundada em 1235 por Robert de Bourbon, confessor de Luís IX, para estudos de teologia. Em 1469 a Sorbonne recebeu impressoras encomendadas de Mainz, iniciando a primeira oficina de impressão da França. Por se opor a ideais libertários a Sorbonne foi fechada durante os anos da revolução francesa e reaberta no império de Napoleão Bonaparte. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi professor de sociologia durante os anos 60-70 na universidade La Sorbonne.

vcm_s_kf_repr_832x624Visita no interior da Universidade só com hora marcada, pelo site da universidade, na parte Service des Visites. Metrô: Cluny-La Sorbonne.

Pantheon

Essa igreja, que hoje funciona como uma espécie de museu e mausoléu dos grandes filósofos e escritores franceses, fui inaugurada em 1744, por Luís XV, que ao se recuperar de uma grave doença, resolveu homenagear a padroeira de Paris Sainte Geneviéve com essa imponente construção. O Pantheon foi projetado pelo arquiteto francês Jacques-Germain Soufflot, como uma espécie de homenagem ao Panteão Romano. Com a Revolução francesa ficou decidido que os melhores da França repousariam em seu túmulos eternamente nessa igreja.

vcm_s_kf_repr_832x624

O primeiro grande venerável francês a ser sepultado no Pantheon foi o filósofo do iluminismo Voltaire. Pierre e Marie Curie vieram em 1995, seguido pelos restos mortais de Alexandre Dumas. Também estão sepultados nessa igreja Rousseau, e os escritores Victor Hugo e Émile Zola.

vcm_s_kf_repr_832x624 vcm_s_kf_repr_832x624

O Pantheon também abriga o famoso Pêndulo de Foucault, assim chamado em referência ao físico francês Jean Bernard Léon Foucault. O famoso pêndulo foi uma experiência concebida para demonstrar a rotação da Terra em relação a um referencial, bem como a existência da força de Coriolis (uma força inercial que caracteriza o movimento de objetos em relação a um referencial). A primeira demonstração data de 1851, quando um pêndulo de 30kg foi fixado ao teto do Pantheon por um fio de 67 metros de comprimento. Durante o movimento, a areia ia escorrendo da esfera, com a intenção de marcar no chão a trajetória do pêndulo. O rastro deixado pela areia não se sobrepunha um ao outro, mas sim demonstrando um espaçamento entre um e outro a cada período do pêndulo completado.vcm_s_kf_repr_832x624

O interior do Pantheon tem quatro corredores distribuídos no formato de uma cruz grega, e no centro ergue-se a grande cúpula.

vcm_s_kf_repr_832x624

O Pantheon abre  diariamente das 10hs-18hs. Metrô: Jussieu; Cardinal-Lemoine.

Shakespeare and Company

Essa livraria foi fundada por Sylvia Beach, no início do século XX, em 1915. Sylvia era uma americana amiga de muitos escritores de língua inglesa, tais quais, Ezra Pound, T.S.Eliot, Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Inclusive abrigou grande parte desses escritores em suas dependências, em troca de recitais e saraus. A publicação de Ulysses, de James Joyce, só foi aceita por Sylvia Beach, devido a quebra dos paradigmas literários até então.

.DSC_0832 DSC_0830

A livraria original localizava-se na Rua Odeon, Sylvia a fechou durante a invasão nazista em 1941. A própria Sylvia foi mandada para um campo de concentração nazista por se negar a entregar livros de James Joyce a um oficial nazista. A livraria foi reaberta em 1951 por George Withman em seu endereço atual. George faleceu em 2011 e está enterrado no mítico cemitério Pére-Lachaise. Não é permitido fazer fotos no interior da livraria. Para os amantes de literatura é imperdível conhecer essa livraria, devido a sua importância histórica. A livraria é especializada em literatura de língua inglesa. O endereço da livraria é a 37 Rue de la Bûcherie, 75005.

5 – St Germain-des-Prés

Esse distrito a Rive Gauche do Sena é uma das áreas mais encantadoras e intelectualizadas de Paris. Possui inúmeros cafés que foram frequentados por Freud, Simone de Beauvoir, Sartre, Albert Camus, entre tantos outros pensadores do século XX. Seus principais cafés são:

Café de Flore

Café antigo, com clássico interior Art Déco, foi frequentado por intelectuais franceses no pós-guerra. Nesse café, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir desenvolveram a filosofia do existencialismo.

vcm_s_kf_repr_832x624 vcm_s_kf_repr_832x624

O doce mil folhas deles é algo realmente que vai ao âmago do existencialismo!!!

vcm_s_kf_repr_832x624

Como chegar: Metrô: St-Germain-des-Prés.

Les Deux Magots

Esse café gaba-se de ter sido o palco das grandes obras-primas surgidas em Paris antes da segunda guerra mundial. Ernest Hemingway, Salvador Dalí, Freud, Camus, entre tantos outros frequentaram esse café no início do século XX. O nome do café vem das duas estátuas de madeira de comerciantes chineses (magots) que enfeitam um de seus pilares.

vcm_s_kf_repr_832x624Como chegar: Metrô: St-Germain-des-Prés.

Igreja St-Germain-des-Prés

Essa é a igreja mais antiga de Paris, fundada por volta do ano de 542, pelo rei Childeberto para guardar relíquias sagradas trazidas da Espanha. Pertenceu a ordem beneditina até o início da revolução francesa. No ano de 1792, mais de trezentos padres foram mortos por uma multidão ensandecida no interior da abadia, devido a convulsão social da revolução francesa.

vcm_s_kf_repr_832x624 vcm_s_kf_repr_832x624

A abadia apresenta em seu interior colunas de mármore, que mesclam o estilo romanesco com o estilo gótico. O túmulo de René Descartes encontra-se nessa abadia. Além disso, próximo ao altar de São Francisco, encontra-se o mausoléu do Rei polonês Jean II Casimir, que renunciou ao reinado da Polônia para ser abade dessa abadia, em 1669.

vcm_s_kf_repr_832x624

A abadia abre diariamente, das 8hs-19hs. Metrô: St-Germain-des-Prés.

vcm_s_kf_repr_832x624 vcm_s_kf_repr_832x624

6 – Marais

Esse distrito foi sede do palácio real até meados do século XVII. Após a revolução francesa, essa área foi totalmente abandonada. Atualmente é um bairro de imigrantes, com várias colônias, com judeus, argelinos, asiáticos, entre outros. Localiza-se aqui a Place des Vosges, uma das praças mais bonitas da Europa.

Place de La Bastille e Colonne de Juillet

Esse era o local da antiga prisão, A Bastilha, tão ativa durante os anos sangrentos da revolução francesa. Não sobrou nada da prisão, mas os restos da construção foram levados para a Place de La Concorde. O dia da bastilha aconteceu em 14 de Julho de 1789.

Essa coluna oca apresenta em seu topo a estátua “gênio da liberdade”. É uma homenagem aos mortos nos choques de ruas de Julho de 1830, que levaram a deposição da monarquia. A cripta da coluna contém os restos mortais das 504 vítimas dessa batalha de julho e da revolução de 1848.

vcm_s_kf_repr_624x832

Como chegar: metrô Bastille.

Opéra de Paris Bastille

Essa moderna casa de ópera foi inaugurada em 14 de julho de 1989, em comemoração ao bicentenário da queda da Bastilha. Foi projetada por Carlos Ott, e representa uma ópera moderna, que contrasta com a ópera Garnier. Atualmente, a maior das óperas são executadas nessa casa, ao passo que o Garnier apresenta espetáculo de Ballet.

vcm_s_kf_repr_624x832

Assistimos ao Símbolo da Ópera francesa, a ópera Carmem de Georges Bizet.

vcm_s_kf_repr_624x832 vcm_s_kf_repr_832x624

Para adquiri ingressos para os espetáculos, basta conferir no site http://www.operadeparis.fr. Para chegar: metrô: Bastille.

Essas são nossas impressões sobre essa fantástica e romântica cidade. Em posts específicos compartilharemos os restaurantes, as igrejas e os museus de Paris!

Carpe Diem!!!

// >

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Advertisements

3 thoughts on “Paris – La Vie En Rose

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s