Paris – Mon Amour, Je t’aime!!!

Como diria Ernest Hemingway: ” Paris é uma festa!”. E a fervilhante Paris dos sonhados anos 20, em que o escritor viveu o início da sua fase adulta, ainda está lá, intocada, pronta para exibir-se, como no filme “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen.

DSC_0844A Cidade de Paris quando foi conquistada pelos romanos em 55 a.C., era apenas uma pequena ilha de pescadores, habitada pela tribo celta dos Parisii, que vivia as margens do Rio Sena.  Os romanos batizaram essa cidade de Lutécia. Os Parisii fizeram um levante no ano 52 a.C. contra os romanos, incendiando grande parte da cidade. Juntamente com a decadência do império romano e com as invasões bárbaras, a cidade de Paris foi tomada pelos Francos, que juntamente com o povo celta, rebatizaram a cidade de Paris e iniciou o desenvolvimento dessa que é uma das cidades mais belas do mundo. A vila foi cristianizada no ano de século III, por São Dênis, martirizado no ano de 272. Paris foi considerada capital do reino Franco no século VI, pelo rei Franco Clóvis I, e, a partir daí iniciou o seu desenvolvimento como cidade. A partir daí começou o início da dinastia Merovíngia dos anos 400 até meados do ano 700. A partir daí ,a dinastia Carolíngia dos anos 700 até meados do ano 1000. Palco de sangrentas revoluções, como a revolução francesa do século XVIII, o último rei Francês foi deposto no 1848, no reinado de Luís Filipe.

DSC_0097Paris é a cidade mais visitada do mundo, com cerca de 32,3 milhões de turistas por ano. E não é por menos, é uma das cidades que mais abrigam pontos turísticos, atrações, museus, igrejas e palácios. Tendo em vista essa grandiosidade de pontos turísticos, dividiremos a cidade em vários posts específicos, sobre seus museus, igrejas, restaurantes, palácios, para melhor apreciação da cidade.

A cidade é dividida em 20 distritos (arrondissements), que são enumerados de 1-20. O deslocamento na cidade deve ser feito pelo uso do metrô, que praticamente interliga toda a cidade e seus principais pontos a serem visitados. O uso de carro deve ser evitado dentro da cidade, devido ao trânsito típico de uma metrópole grande. De modo geral, os principais pontos a serem visitados em Paris são:

  1. Ile de La Cité e Ile de St Louis

Localizada no 1st arrondissement, essa ilha foi o ponto inicial de fundação da cidade de Paris. Abriga a Catedral de Notre-Dame, A Saint Chapelle, que serão esmiuçadas em post específico. Também abriga a Conciergerie e a Pont Neuf. Para chegar nessa região basta pegar o metrô e  saltar na estação Cité.

DSC_0822Conciergerie

Essa construção abriga a parte norte do antigo palácio dos Capetianos, era controlada pelo “Concierge”, ou zelador da mansão do rei. Era o centro do poder administrativo real, e foi transformado em prisão. O “Concierge” passou a ser considerado o carcereiro-mór.

1432Durante a revolução francesa, mais de 2600 prisioneiros ali permaneceram. A mais célebre foi Maria Antonieta, que passou seus últimos dias em uma cela mínima, antes de ir para guilhotina. Os juízes Danton e Robespierre saíram dali e também foram mandados a guilhotina.

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O Palácio é aberto a visitação diariamente, das 9:30h até as 18:00h. A visita é imperdível.

Pont Neuf

Apesar do nome “Ponte Nova”, essa é a ponte mais antiga que cruza o rio Sena. Foi construída em 1550, e foi a primeira ponte que deu fim a era medieval, por isso o nome Ponte Nova. Foi a primeira ponte de Paris construída para abrigar passagens de pedestres e carruagens, e não casas ao seu redor. A ponte divide a margem esquerda (Rive Gauche), com a margem direita (Rive Droite), da Paris medieval.

DSC_0843O último Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay, foi queimado em uma fogueira na Île de la Cité, perto de onde passaria a Pont Neuf, em 18 de março de 1314.. A execução foi ordenada por Filipe, O Belo, pois o rei Francês devia dinheiro a ordem templária e estava incomodado com o poder que os cavaleiros templários exerciam sobre a Europa. Na Fortaleza de Chinon, no vale do Loire, encontra-se o pergaminho com a absolvição dos cavaleiros templários pela Santa Inquisição, escondido por muitos anos para justificar o massacre a todos os cavaleiros da ordem. Nas escadarias próximas a ponte se encontra uma placa em homenagem ao grão-mestre e marcando o local onde ele foi queimado vivo.

Criptas Arqueológicas

Essa região é a mais antiga de Paris, povoada por tribos celtas há mais de 2000 anos. As criptas arqueológicas ficam sob a praça em frente a Catedral de Notre-dame. As criptas exibem ruínas da vida dos Celtas e da dominação romana que sobreveio.

1710As criptas ficam abertas de terça a domingo das 10-16hs.

                  2 – Tuileries

É uma vasta região que compreende desde o Grand Louvre até a place de la Concorde. Remete aos grandes palácios reais, a famosa Rue de Rivoli, nas cercanias do Louvre e do luxuoso e clássico hotel Le Meurice. Eis os principais pontos turísticos a visitar na região:

Musée du Louvre

Um dos maiores museus do mundo, abriga as coleções de arte mais importantes do mundo. Para chegar basta saltar na estação de metrô Palais Royal, Musée du Louvre. Dada a importância desse museu, o mesmo será esmiuçado em post futuro sobre os museus de Paris.

vcm_s_kf_repr_832x624Jardin des Tuileries

Antigos Jardins do palácio des Tuileries, atualmente integram a paisagem nas margens do Sena, desde a área do Louvre até a região das Champs-Elysées. O jardim foi concebido no século 17 por André Le Nôtre, jardineiro real de Luís XIV. Vale a caminhada por entre esculturas modernas e belíssimas árvores. Para chegar basta saltar na estação de metrô Tuileries.

DSC_0119Rue de Rivoli

Essa clássica rua é moldada sob arcos de edifícios neoclássicos do século 18. A rua é uma das principais vias de Paris, e foi extendida por Napoleão, para ligar o circuito do Louvre com a Champs-Elysées. Nessa rua está localizado o clássico hotel luxuoso de Paris, o primeiro, o Le Meurice, e a cafeteria que possui o melhor chocolate quente de Paris, a Angelina.

DSC_0130Angelina

Localizada na Rue Rivoli, ao lado do hotel Le Meurice, essa é a casa de chá mais famosa de Paris. Fundada em 1903 pelo confeiteiro Antoine Rumpelmayer, firmou-se como uma das mais elegantes e charmosas confeitarias de Paris. Possui salões amplos com arquitetura da Belle Époque. Vale a visita para provar o melhor chocolate quente do mundo, o chocolate quente L’Africain.

vcm_s_kf_repr_832x624O Croque-Monsieur também é um espetáculo!!!

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Não desanime com as filas, a visita vale a pena.

Place de La Concorde

Essa é uma das praças mais imponentes e históricas da Europa. Foi arquitetada por Jacques-Ange Gabriel no século XVIII, em homenagem ao Rei Luís XV. Durante os anos sanguinários da Revolução Francesa foi renomeada Place de la Révolution, e nessa praça a guilhotina decepou mais de mil cabeças, entre elas a de Maria Antonieta, Danton, Robespierre e o rei Luís XVI.

vcm_s_kf_repr_832x624Após a revolução francesa a praça foi renomeada Concórdia, como forma de selar a paz, e promover o espírito de reconciliação entre os franceses. O Obelisco de Luxor, de 3200 anos foi ali colocado no século XIX. Possui várias inscrições em hieróglifos, e símbolos maçônicos, como o esquadro e compasso, entre outros. Nessa praça  são realizados os desfiles e a comemoração do dia da Bastilha.

Pont des Arts

Essa ponte pedonal que cruza o Sena liga o museu do Louvre até o Institut de France. Foi fundada em 1804 por Napoleão Bonaparte. Por volta de 2008 essa ponte passou a ser usada pelos franceses para colocação dos cadeados do amor. Isso despertou um interesse turístico desmedido sobre a ponte. Todos os casais apaixonados gostariam de selar seu amor com um cadeado na cidade mais romântica do mundo.

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Em maio de 2015, os cadeados ultrapassavam um milhão com um peso estimado de 50 toneladas, que cobriam as balaustradas, parte dos candeeiros e outras estruturas da ponte. Isso resultou na queda de uma balaustrada, devido ao excesso de peso. Desde então os cadeados foram retirados da ponte.

vcm_s_kf_repr_832x624Agora a prefeitura estimula que sejam feitos selfies na ponte, como forma de celebrar o amor. Selfie yourselves with a sefless face!

            3 – Champs-Elysées

Duas grandes vias dominam essa ára: a Avenue des Champs-Elysées e a Rue St-Honoré. A avenida Champs-Elysées é a avenida mais larga e famosa de Paris, abrigando suntuosas lojas de Grifes, ligando a Place de la Concorde com o Arco do Triunfo. Também é palco de suntuosos hotéis e restaurantes.

DSC_0116Avenue Champs-Elysées

A avenida mais célebre de Paris foi originada por volta do ano 1667, pelo paisagista André Le Nôtre, que estendeu os Jardins das Tuleiries, criando uma avenida larga margeada de árvores, que veio a ser conhecida com “Campos Elísios”. Liga a Place de la Concorde com o Arco do Triunfo, tendo sido o caminho triunfal dos franceses.

DSC_0813No inverno a Avenida transforma-se em uma grande feirinha de natal, com muitas pessoas na rua, e barraquinhas com produtos frescos e comida de rua. Apesar do frio, as noites são aquecidas pelo espírito natalino.

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A avenida é povoada por lojas de grifes, e restaurantes por toda a sua extensão. É um excelente lugar para ver e ser visto por franceses e pessoas do mundo inteiro.

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Uma vez na Champs-Elysées imperdível provar os macarons da Ladurée. O jantar também vale a pena. Serve pratos da gastronomia francesa em um refinado salão Belle Époque.

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Arco do Triunfo

O início da construção do arco do Triunfo foi no início do império de Napoleão Bonaparte, em 1805, porém a construção só foi terminada em 1836. Conta com 50 metros de altura, e é o ponto de partida para os desfiles comemorativos e festejos dos franceses.

1373Napoleão não conseguiu triunfar passando sob o arco em vida, mas o cortejo de seu corpo passou sob o arco em 1840. Também Victor Hugo foi velado sob o arco em 1885. Hitler também marchou sob o arco quando da conquista de Paris em meados de 1942, mas a libertação de paris do domínio nazista também foi comemorada em 1944, com Charles de Gaulle. O arco possui o túmulo do soldado desconhecido, em homenagem aos mortos na primeira guerra mundial.

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O arco do triunfo abre diariamente das 10-22:30h. Possui um museu em seu interior e pode-se subir até o topo do arco para fotos panorâmicas da cidade. Metrô: estação Charles de Gaulle-Etoile.

Ponte Alexandre III

A ponte mais bela de Paris, com sua decoração art nouveau, com lampiões, querubins, ninfas e cavalos alados dos dois lados da ponte. Foi construída entre 1896-1900, ano da Exposição Universal, e seu nome homenageia o Czar russo Alexandre III. Seu filho, Nicolau II, lançou a pedra inaugural em outubro de 1896.

vcm_s_kf_repr_832x624O estilo da Ponte é clássico, e combina com o Grand Palais, com o qual faz ligação na margem direita do rio. É o início da Avenida Champs-Elysées.

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A cena final do filme “Meia-noite em Paris” se dá nessa ponte. É realmente a ponte mais bela que cruza o rio Sena.

Grand Palais

Esse imponente palácio foi construído na mesma época que a Ponte Alexandre III, possui uma fachada clássica de pedra com ferro trabalhado em estilo Art Nouveau. O teto de vidro pesa cerca de 8500 toneladas.

DSC_0108Atualmente o Grand Palais abriga exposições temporárias e itinerantes. Também possui uma pista de patinação no gelo durante o inverto que atrai centenas de pessoas. Aberto diariamente das 10-20hs. Metrô: Champs-Elysées-Clemenceau.

vcm_s_kf_repr_832x624Petit Palais

Esse palácio foi inaugurado em 1900, também para exposição universal, para abrigar uma exposição de arte francesa. Atualmente abriga o museu de belas artes de Paris. O palácio é envolto por um belíssimo jardim, com esculturas homenageando os heróis da segunda guerra mundial, entre eles, Winston Churchill.

DSC_0110O Petit Palais conta com exposições permanentes sobre esculturas gregas e romanas. Além disso, conta com pinturas impressionistas em seu acervo. Abre de terça a domingo das 10-18hs. Metrô: Champs-Elysées-Clemenceau.

vcm_s_kf_repr_832x6244 – Ópera

O bairro ópera fica nas adjacências da Champs-Elysées e é facilmente acessível por uma bela caminhada, onde podem ser admirados os antigos Boulevards, a Place de La Madeleine, e todo o projeto urbanístico do Barão de Haussmann, no século XVIII. Nesse distrito encontra-se a famosa Igreja de La Madeleine, além da Ópera Nacional de Paris Garnier.

vcm_s_kf_repr_832x624Place de La Madeleine

Essa praça fica em frente a belíssima Igreja de La Madeleine, foi construída no século XVIII.Conta com lojas com vitrines exuberantes, como da loja Fauchon, de comidas francesas e iguarias requintadas. Vendem caviar, trufas, azeites trufados por preços bons e acessíveis. É o paraíso dos gourmets.

vcm_s_kf_repr_832x624Opéra National de Paris Garnier

Construída no século XIX, a principal casa de ópera francesa foi projetada pelo arquiteto Charles Garnier, para o Imperador Napoleão III. Sua aparência externa relembra um bolo de casamento, com mistura de materiais, como pedra, mármore e bronze, unindo estilos do clássico ao barroco. A construção do edifício demorou 13 anos, sendo inaugurado somente em 1875.

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O prédio da ópera conta várias lendas. Sob o prédio há um pequeno lago, que inspirou o local onde se esconde o o fantasma em Fantasma da Ópera, de Paul Leroux. E é usado pelos bombeiros para treinamentos de resgate na água.

A maior parte das óperas não é encenada no Garnier, mas sim na Ópera Bastille. O Teatro Garnier apresenta espetáculos de balé. Basta saltar na estação Opéra. O site da ópera é: http://www.operadeparis.fr

Galleries Lafayette

Essa magnífica loja de departamentos fica ao lado da Ópera Garnier, data de 1906. Sua cúpula recoberta de vidro colorido e ferro trabalhado é um símbolo de Paris. Sua construção relembra a Belle Époque, do século XIX, onde a Paris pós-guerra contra a Prússia, reconstruída, com grandes invenções como o automóvel, o cinema, o telefone, o gramofone, e os quadros de Renoir e Matisse refletiam a “Joie de vivre”.

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Durante o natal a galeria fica toda enfeitada, com suas vitrines ricas em artigos natalinos. A galeria conta com inúmeras lojas, de grife até preços mais populares. Além disso, a árvore de natal das Galleries Lafayette é um clássico Parisiense.

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Esse é o post inicial sobre Paris. A cidade iluminada que tanto inspirou escritores, pintores e músicos do século XIX e XX.

Carpe Diem!!!!

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