Segóvia – a Terra do Cochinillo

Segóvia é uma das cidades espanholas de localização mais pitoresca. A parte antiga fica em um pico rochoso e é cercada pelos rios Eresma e Clamores. A sua arquitetura é comparada a um navio – o Álcazar, no penhasco, forma a proa, os pináculos da Catedral erguem-se como mastros, e o aqueduto, atrás, como um timão. A vista da cidade é mágica. Foi declarada patrimônio mundial da UNESCO em 1985.

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Segóvia é uma cidade que pode ser visitada em um dia. É possível realizar um bate-e-volta a partir de Madrid através da Estação Central de Madrid – Atocha. A viagem demora cerca de 1 hora e os bilhetes podem ser comprados na própria estação. Ao chegar na estação de Segóvia basta pegar um ônibus cujo ponto final é o centro da cidade – a parte antiga.

Aqueduto

Usado até o final do século XIX, foi construído pelos romanos do século I d.C no governo dos imperadores Vespasiano e Trajano. É o primeiro monumento que é avistado ao se chegar na praça central do ônibus que chega da estação.

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O aqueduto foi construído com o objetivo de levar água até a cidade central , na época em que Segóvia era uma importante base militar romana. A água do rio fluía sobre a parte superior, onde era filtrada por uma série de tanques ao longo de seu percurso. Os arcos inferiores atingem uma altura de 29m, sendo necessária a construção de duas fileiras de arcos com 728m de comprimento para aguentar o gradiente do solo.

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Álcazar

Erguido em posição dominante sobre um penhasco rochoso na confluência dos rios Eresma e Clamores, próximo das montanhas de Guadarrama, é um dos mais distintos castelos-palácios na Espanha em virtude da sua forma – como a proa de um navio. O alcázar foi inicialmente construído como uma fortaleza, mas serviu, desde então, como palácio Real, prisão do Estado, Colégio Real de Artilharia e academia militar.

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O Álcazar tem suas origens a partir de uma fortificação romana desde a época da construção do aqueduto, passando depois a domínio mouro. Somente em 1120, após a retomada do império cristão por Afonso VI de Castela que essa fortificação passou a apresentar as características que a conhecemos hoje.

O Alcázar de Segóvia permaneceu, ao longo da Idade Média, como uma das residências favoritas dos monarcas do Reino de Castela e fortaleza chave na defesa do reino. Foi durante este período que a maior parte do atual edifício foi construída, tendo o palácio sido ampliado em larga escala pelos monarcas da Dinastia de Trastâmara.

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Em 1474, o alcázar desempenhou um importante papel na elevação da Rainha Isabel I de Castela. No dia 12 de Dezembro, chegou a Segóvia a notícia da morte do Rei Henrique IV, em Madrid, e Isabel refugiou-se imediatamente no interior das muralhas do Alcázar de Segóvia, onde recebeu apoio de Andres Cabrera e do conselho da cidade. Foi coroada no dia seguinte como Rainha de Castela e Leão. Foi também aí que se casou com Fernando II de Aragão.

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O Álcazar é aberto a visitação e apresenta em seu interior um museu de armamentos e uma série de salões cuidadosamente decorados.

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Destaque para o salão do trono real.

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Salão dos Reis mostra entalhes na parede de todos os reis da Espanha até o século XVI.

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Vista da Torre João II

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Catedral de Segóvia

A Catedral de Santa Maria de Segóvia, conhecida como a Dama das Catedrais, devido às suas dimensões e à sua elegância, é uma catedral construída entre os séculos XVI e XVIII, de estilo gótico tardio com traços do renascentismo.

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A catedral de Segóvia é uma das catedrais góticas da Espanha e da Europa, construída no século XVI (1525-1577), quando a maioria da Europa dominou a arquitetura do “renascimento”. A catedral tem uma estrutura em três cúpulas altas,  fino rendilhado e vitrais de qualidade excepcional.

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O interior tem uma notável unidade de estilo (em estilo gótico tardio), exceto na cúpula construída em torno de 1630, e parece impressionante e sóbrio. As abóbadas góticas atingem 33 metros de altura e medem 50 metros de largura . A grande cúpula foi concluída por Pedro de Brizuela, no século XVII.

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Iglesia de La Vera Cruz

Igreja românica fundada pelos Cavaleiros Templários no ano de 1208. Anteriormente era intitulada Igreja do Santo Sepulcro. Recebe esse nome por possuir em seu interior uma relíquia de um fragmento da Cruz de Cristo, trazida pelos Cavaleiros Templários durante as Cruzadas em Jerusalém.

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O Cochinillo

Cochinillo de Segovia (significando “leitão de Segóvia” em língua castelhana) é um prato tradicional da cidade de Segóvia, na Espanha. Tal como o nome sugere, trata-se de um prato de leitão.  É tradicionalmente preparado num recipiente de barro, com cerca de um dedo de água no fundo, sendo o leitão nele colocado, aberto, com a pele virada para cima, temperado apenas com sal.

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Recomendamos o Restaurante Mesón de José Maria, um dos melhores restaurantes de Segóvia para se experimentar essa iguaria.

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A carne é tão tenra que é cortada com o uso de pratos. Existe toda uma ritualística para servir o prato, que o dono do restaurante pessoalmente serve o leitão de mesa a mesa.

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Após saborear essa iguaria encerramos nossa visita a essa fabulosa cidade medieval conservada, considerada patrimônio mundial da UNESCO

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Carpe Diem!!!

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